1986


Em 1986 a Junta Nacional dos Vinhos é substituída pelo Instituto da Vinha e do Vinho, organismo adaptado às estruturas impostas pela nova política de mercado decorrente da adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.

O conceito de “Denominação de Origem” é então harmonizado com a legislação comunitária, e é regulamentado o “Vinho Regional”, isto é, os vinhos de mesa com indicação geográfica, reforçando-se a política de qualidade dos vinhos portugueses.

São então constituídas as Comissões Vitivinícolas Regionais (associações de direito privado e carácter interprofissional, regidas por estatutos) que, ao assumirem a responsabilidade pela defesa das Denominações de Origem e das Indicações Geográficas, e ao aplicarem e vigiarem o cumprimento da regulamentação existente, desempenham um papel fundamental no incremento e desenvolvimento da qualidade e prestígio dos vinhos portugueses, estando actualmente reconhecidas e protegidas 31 Denominações de Origem e 12 Indicações Geográficas em Portugal.

Os apoios da Europa foram essenciais para a viabilização de inúmeras vinhas e adegas modernas que impulsionaram a actividade vitivinícola; paralelamente, uma nova geração de produtores e enólogos foi sendo preparada nas universidades portuguesas nas áreas da viticultura e enologia, permitindo-lhes a aquisição de outras experiências no mundo vitivinícola.

Portugal possui ainda diversas cooperativas, algumas das quais excelentes, existem também grandes empresas de sucesso, mas nas últimas décadas assistiu-se ao crescimento de um grande número de pequenos produtores e produtores independentes, alguns dos quais anteriormente entregavam as suas uvas nas cooperativas e que entretanto se equiparam para produzir seus próprios vinhos.

Algumas vinhas são novas e modernas, com castas seleccionadas em função dos actuais mercados; outras são vinhas com décadas ou centenárias, com diversas castas antigas, de baixa produtividade mas de alta concentração aromática.

Empreendedores e entusiastas estão a apostar em novos e promissores locais para vinhas e a reclamar antigas propriedades. É uma revolução contínua. Hoje, Portugal possui uma selecção de bons vinhos para oferecer ao mundo como nunca antes teve.


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